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Por Julia Marx

O autismo, conhecido por TEA, é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação, comportamentos repetitivos e nos interesses restritos, podendo apresentar ainda sensibilidades sensoriais. De acordo com a Organização das Nações Unidas no Brasil, cerca de 1% da população mundial vive com autismo, o equivalente a 70 milhões de pessoas. Eudes faz parte desse percentual e suas experiências mostram que uma pessoa autista é como qualquer outra, ele precisa apenas de uma atenção especial.

O DSM-5 - Manual de Saúde Mental –guia que classifica os diagnósticos e mediante a ele o autismo e todos os distúrbios fundiram-se em um único diagnóstico: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora todas as pessoas com TEA apresentem dificuldades no comportamento, na interação, na comunicação e demais pontos, elas são apresentadas com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem de fácil identificação; ou podem ser mais sutis e tornarem-se visíveis somente ao longo do desenvolvimento. .

Os autistas não são iguais, por este motivo é classificado em diferentes níveis: leve, médio ou grave.

Estas classificações são necessárias apenas para fins de adequação de tratamento, ou seja, cada nível e suas particularidades e os tratamentos específico, que atendam as expectativas.

A resposta acerca do tratamento, vão depender de como será aceito pela criança. Além dos níveis, outra abordagem utilizada para definir o tipo de TEA é que o transtorno, muitas vezes, é associado a outras doenças. Podemos encontrar algumas crianças que têm autismo, mas também uma deficiência intelectual, ou uma epilepsia. Quaisquer outros complicadores neurológicos podem sim interferir no prognóstico. Depende muito dos transtornos associados ao TEA que o paciente apresenta. Alguns apresentam apenas o TEA, outras que têm outras síndromes, tornando a evolução do tratamento mais demorada.

O autismo pode e deve ser tratado, mas trata-se de uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo. O que o tratamento colabora fortemente no desenvolvimento comportamental do paciente, buscando sua evolução. Este tratamento é importante porque o TEA pode ser associado a vários outros transtornos que dificultam ainda mais a vida da pessoa com autismo e da família que a acompanha. Deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção, problemas de saúde física, tais como sono, distúrbios gastrointestinais, déficit de atenção, hiperatividade, dislexia ou dispraxia são alguns desses problemas que podem vir associados ao TEA. Na fase da adolescência, podem desenvolver até ansiedade e depressão.

O autismo, precisa ser conhecido, tratado e respeitado.