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Nesta semana em nossas redes sociais estamos abordando com muitos detalhes, os aspectos relacionados ao transtorno obsessivo compulsivo, mais conhecido como TOC.

A maioria dos seus sintomas envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas ou pensamentos de conteúdo ruim, inapropriado) e das emoções (medo, desconforto, aflição, depressão). As evitações se tornam responsáveis pelos prejuízos, acarretados por este transtorno. As compulsões acabam ocorrendo, em razão dos medos e aflições que ocorrem sempre que a mente, acaba sendo tomada por obsessões como por exemplo a sensação de que, a cada minuto, o indivíduo irá se contaminar com algo, contrair alguma doença ou acidentar-se ou até mesmo ser responsável por algum acidente.

FALANDO SOBRE AS OBSESSÕES:

As preocupações cotidianas para os portadores de TOC, acabam sendo excessivas, seja em contrair doenças, exposição a germes ou bactérias. Exagero em relação à ordem de objetos, na simetria e exatidão de tudo, no armazenamento, poupar, economizar, acumular objetos e coisas até mesmo sem utilidade. Pensamentos sobre palavras, cenas, nomes ou músicas intrusivas, indesejáveis; entre outros.

Esta invasão de pensamentos involuntários, acaba se tornando parte da atividade mental normal. Ocorrem de repente e da mesma forma que chegou, logo desaparecendo. Porém, para alguns portadores esses pensamentos são indicativos de algum risco, que a interpretação errônea e catastrófica desses pensamentos, faz com que transformem-se em obsessões.

Estas obsessões são então pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Podem ser imagens, palavras, frases, números. Mesmo esforçando-se, o indivíduo não consegue afastá-las da sua mente.

Apesar de serem consideradas ilógicas, causam a famosa ANSIEDADE, medo, desconforto, e a pessoa busca neutralizar estas sensações realizando rituais/compulsões ou evitações (não tocar, evitar certos locais).

FALANDO DAS COMPULSÕES:

Alguns exemplos de compulsões: ordem ou limpeza; exatidão, sequenciamento, alinhamento; compulsões mentais de repetir palavras, números, frases; contagens; entre outros.

Comportamentos ou atos mentais involuntários e repetitivos, executados em resposta a obsessões ou em virtude de regras que devem ser rigorosamente seguidas.

Aliviam momentaneamente a ansiedade, levando então o indivíduo a executá-las sempre que sua mente for invadida pelas obsessões. Por conta disso, a pessoa se torna prisioneira dos seus rituais.

FALANDO DAS EVITAÇÕES:

Alguns exemplos de evitações: não frequentam determinados locais como cemitérios, hospitais; não usar banheiros que não sejam os de casa; não frequentar locais públicos;

Os pacientes com obsessões relacionadas a sujeira, contaminação ou com medos supersticiosos exagerados, adotam com muita frequência comportamentos evitativos, como forma de não desencadear suas obsessões.

Se por um lado evitam ansiedades e aflições, por outro, acabam causando problemas para a vida diária. Tais restrições acabam sendo impostas à outros indivíduos da família, causando então grandes conflitos.

PERFIL DOS PORTADORES

- São mais sensíveis a sentir medos;

- Têm excesso de responsabilidade que faz com que estejam sempre com dúvidas e preocupados em não cometer erros;

- Interpretação exagerada dos riscos que as diferentes situações apresentam;

- Utilização de forma inadequada ao de lidar com os temores;

- Utilizam através de alguns de rituais (lavagens, verificações, repetições) ou evitações, o que acaba perpetuando o transtorno;

TRATAMENTO:

Até pouco tempo, o TOC foi considerado um transtorno de tratamento dificultoso, pois os recursos que se estavam disponíveis, Hoje a situação mudou e os pacientes tratados em sua grande maioria com uma equipe multidisciplinar, conseguem reduzir ou até eliminar por completo todos seus sintomas.

O tratamento medicamentoso para o TOC, se faz através de de medicamentos do grupo de antidepressivos, conhecidos como inibidores de recaptação de serotonina (IRSs) e a Psicoterapia Comportamental de exposição e prevenção de rituais (EPR), associadas a técnicas cognitivas – Terapia Cognitivo Comportamental.

Pesquisas apontam que estes medicamentos regularizam possíveis disfunções neuroquímicas cerebrais, ao passo que a psicoterapia cognitivo comportamental tem por objetivo corrigir aprendizagens erradas e modificar estes pensamentos.



Julia Marx.