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Nunca vimos tantas publicações, artigos científicos, programas e capacitações com temas sobre a inclusão. Nos últimos trinta anos estamos vivenciado a integração e sonhando com a inclusão, utopia para muitos especialistas contemporâneos. Os mais otimistas, ou realistas, acreditam que na verdade a inclusão talvez tenha sido um jogo de marketing para venda de materiais pedagógicos, livros e cursos, que ela nunca aconteceu e jamais seremos acometidos dessa doce ilusão. Para esses mesmos homens e mulheres, confundidos em outros momentos como pessimistas, o que já acontece antes mesmo das matérias de ponta, luzes, câmeras e o que pode continuar acontecendo são as práticas inclusivas. Estas não dependem de investimentos financeiros, nem de máquinas ou grandes adaptações, mas de um produto muito valioso, produto em extinção e muito perecível, o ser humano com todas as suas habilidades, sensibilidades e percepções. Esse produto sim pode contagiar outro ser humano, valorizar seu potencial e incentivá-lo a prosseguir. As práticas inclusivas não dependem de reconhecimentos, pautas ou leis, mas dependem de não perdermos a capacidade de nos incomodarmos com o descaso na educação por aqueles que apresentam a forma de aprendizado diferente, por aqueles que têm uma dificuldade específica, que dependem de mudanças dos nossos conceitos e principalmente de largarmos os pré-conceitos. Quando falamos dessas práticas estamos falando em todos os espaços, não somente na educação formal. A aprendizagem acontece sempre, a todo tempo em todos os lugares, incluindo as áreas de lazer, convivência e nas igrejas. Precisamos ter fé para prosseguir, ter convicção para encontrarmos fortalecimento da alma.

E por falar em práticas inclusivas na Igreja Missionária Maranata de Campo Grande, no dia 03/12/2016, iniciamos um curso de capacitação e mediação escolar para os professores de EBD. Esse programa de capacitação inclui o curso teórico realizado no dia 03/12, aulas práticas com as crianças da igreja que já tenham um diagnóstico, adaptação das atividades das classes bíblicas, acompanhamento com mediação das crianças ainda sem diagnóstico que estejam apresentando dificuldades específicas para acompanhar as atividades da EBD e supervisão de todo esse processo pelo Grupo Escolhas a partir de 2017. Foi um dia de muito aprendizado, troca e com a certeza de que o grupo reunido está com muita disponibilidade para um novo ano com muitos desafios, mas promoção de possibilidades e práticas inclusivas.