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Por Stephanie Teixeira



A Escola Municipal Professora Orminda Rodrigues, recebeu a visita do Grupo Escolhas com objetivo de promover o conhecimento sobre as diferenças entre dificuldades de aprendizagem e transtorno de aprendizagem. As palestrantes Aparecida Anjos (Pedagoga e Psicopedagoga) e Stephanie Teixeira ( Fonoaudióloga), falaram também da importância da intervenção no inicio dessas dificuldades, melhorando a qualidade de vida escolar da criança e evitando um problema maior no futuro.

Sabemos que o processo ensino/aprendizagem da língua podem sofrer interferências de diversos fatores como os linguísticos, neurológicos, cognitivos, emocionais, pedagógicos, psicomotores, culturais e sociais. Eventualmente, algumas crianças podem apresentar problemas no decorrer do processo tendo no seu rendimento escolar prejudicado. As alterações na apropriação da língua escrita podem ter diversas origens. Quando uma criança apresenta Dificuldades de aprendizagem, encontramos um atraso em relação as crianças que não passaram por dificuldades semelhantes no processo de apropriação do sistema alfabético/ortográfico, ou seja, um perfil homogêneo ao de crianças que estão em fases anteriores a escolarização. Geralmente essa criança não apresenta déficits linguísticos.

O papel sócio-cultural pode ser central no processo de escolarização. Por um lado o contato precoce com a língua escrita através de livros infantis ou exemplos com adultos leitores podem facilitar o processo de aprendizagem de leitura e escrita. E, algumas crianças por outro lado apresentam Distúrbios de aprendizagem que é uma expressão geral que se refere a um grupo heterogêneo de distúrbios, manifestados por dificuldades significativas na aquisição e no uso das capacidades de atenção, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estes distúrbios são intrínsecos ao indivíduo , supostamente devido uma disfunção do sistema nervoso central. De maneira geral, os principais serviços que trarão ao aluno uma melhoria na qualidade de sua vida escolar, bem como em seu desempenho, são:

– Consultas com neurologista e psiquiatra, para realização de exames;

– Sessões de terapia com psicólogo ou psicopedagogo ou psicomotricista;

– Sessões de fonoaudiologia, especificamente no caso da dislalia;

– Realização de atividades educativas extraclasse com professores de Português ou Matemática, conforme a dificuldade de aprendizagem.